O Animal na Sala – estreia dia 21 de novembro, sábado, às 21 horas, no Teatro do Sesc Santana. Direção: Renata Melo. Intérpretes-criadores: Natália Presser, Patrícia Rizzi, Ziza Brisola. Dramaturgia: Paulo Rogério Lopes. Cenografia e Figurinos: Renato Bolelli Rebouças. Desenho de Luz: Miló Martins. Trilha Original: Cláudia Dorei. Direção de Produção: Ziza Brisola Concepção e Realização: Companhia Linhas Aéreas. Temporada: sábados, às 21h; domingos, às 19h30, até 6/12. Ingressos: R$ 10,00 (inteira); R$ 5,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino). R$ 2,50 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes). Duração: 70 minutos. Classificação: Não recomendado para menores de 14 anos. Capacidade: 349 lugares.
Intervenções aéreas a partir do repertório, improvisações e novas criações da companhia - Dias 29/11 e 6/12. Domingos, das 11h às 15h. Local: Ginásio do Sesc Santana. Livre. Grátis.
Encontro Linguagem, Pesquisa e Criação – Dia 29/11, domingo, às 20h30, após apresentação do espetáculo 'O Animal na Sala'. Local: Teatro do Sesc Santana. Não recomendado para menores de 14 anos. Grátis.
SESC SANTANA – Av. Luiz Dumont Villares, 579 - Santana. Fone: (11) 2971-8700. Ar condicionado. Acesso para deficientes físicos. Estacionamento no próprio SESC - R$ 3,50 pelo período de uma hora (trabalhador no comércio e serviços matriculados e dependentes) e R$ 7,00 (demais usuários).
www.sescsp.org.br
Projeto comemorativo
Além do espetáculo, no dia 29 de novembro, domingo, o grupo promove o debate Linguagem, pesquisa e criação, um encontro entre pesquisadores, artistas, diretores e público para discutir o fazer artístico contemporâneo, a partir das pesquisas do Linhas Aéreas e de outros grupos. O evento é gratuito e acontece no Teatro do Sesc Santana às 20h30, após a sessão do espetáculo O Animal na Sala. E nos dias 29 de novembro e 6 de dezembro (domingos, das 11 às 15h) o grupo faz intervenções no Ginásio do Sesc.
O projeto, de oito meses de duração, inclui ainda sessões gratuitas do espetáculo em unidades de CÉUS e no Teatro Paulo Eiró (previstas para dezembro), cursos e oficinas e a manutenção de um núcleo de experimentação coreográfica. Duas das oficinas já estão em processo, uma de dança contemporânea (com a coreógrafa Miriam Druwe) e outra de números aéreos, com Erica Stoppel e Ricardo Rodrigues).
No final do mês de outubro começa um workshop sobre o uso de técnicas aéreas para narrativas teatrais dado por Rodrigo Matheus. O último workshop será dado por Ziza Brisola. A partir do dia 27 de outubro começam os ensaios do núcleo de experimentação coreográfica, formado por artistas ligados à trajetória da Linhas Aéreas em diferentes momentos, convidados e aprendizes selecionados para acompanhar a pesquisa. Os resultados serão mostrados ainda em processo no final do projeto.
O projeto, de oito meses de duração, inclui ainda sessões gratuitas do espetáculo em unidades de CÉUS e no Teatro Paulo Eiró (previstas para dezembro), cursos e oficinas e a manutenção de um núcleo de experimentação coreográfica. Duas das oficinas já estão em processo, uma de dança contemporânea (com a coreógrafa Miriam Druwe) e outra de números aéreos, com Erica Stoppel e Ricardo Rodrigues).
No final do mês de outubro começa um workshop sobre o uso de técnicas aéreas para narrativas teatrais dado por Rodrigo Matheus. O último workshop será dado por Ziza Brisola. A partir do dia 27 de outubro começam os ensaios do núcleo de experimentação coreográfica, formado por artistas ligados à trajetória da Linhas Aéreas em diferentes momentos, convidados e aprendizes selecionados para acompanhar a pesquisa. Os resultados serão mostrados ainda em processo no final do projeto.
Árvore-cenário
Seguindo a linha de pesquisa de linguagem que a Companhia Linhas Aéreas tem realizado nos últimos 10 anos, no espetáculo se fundem elementos de dança, teatro e circo, com ênfase na pesquisa de aéreos. As ações se desenvolvem ao redor de uma grande árvore de 5m de altura e 4 de diâmetro, feita de ferro e madeira, que foi o elemento base na criação do espetáculo.
Quem assina a cenografia é Renato Bolelli Rebouças, premiado diretor de arte do Grupo XIX de Teatro. Segundo ele, essa grande árvore que ocupa o centro do palco “representa o ciclo da vida, uma presença natural que envolve e protege o homem. A árvore tudo dá – sombra, alimento, oxigênio, casa, é um símbolo provedor. Ao mesmo tempo, construímos a imagem desse símbolo ancestral com uma base de ferro, que é símbolo da civilização, da indústria. É uma árvore estranha, quase hibridizada, feita em laboratório”.
A base da árvore é feita de objetos reutilizados – caixas, armários, bancos, ralos, pedaços de portas e rodapés. “Os objetos foram encontrados abandonados em caçambas, brechós, lojas de segunda mão e depósitos. São elementos que foram processados, industrializados e depois abandonados. Há aí também uma crítica ao consumo desenfreado. Para quê cortar tanta árvore se pouco tempo depois o objeto feito dela vai ser jogado fora?”, questiona Renato.
A árvore se transforma em cada cena. Barco, fábrica, sala de jantar, elevador, vagão de metrô e tanque de guerra são algumas das facetas que adquire. Milhares de traquitanas também vão compondo a mudança do cenário: objetos acessórios que entram e saem da árvore, como troncos de bambu que são usados como remos ou peças de engrenagens, longas faixas de tecido que ora são trouxas de roupa, ora redes de pesca, ora tendas de uma aldeia.
Renato é responsável também pelo figurino que, acompanhando a proposta do cenário, é composto por peças sobrepostas que se modificam a cada cena. “O espetáculo é um grande percurso que vai narrando histórias, e não há tempos para trocas de roupas. Por isso, optamos por peças que vão se adaptando conforme as cenas. De um bolso sai uma saia plissada, uma peça pode ser uma blusa ou uma saia, se amarrada em partes diferentes do corpo”, conta Renato. As peças são compostas de miscelânea de tecidos – malha, bordados de renda, tules – tingidos artesanalmente em tom de vinho e marrom. Durante as cenas de civilização, o figurino se complementa com alguns objetos acessórios – sapatos de salto alto, chapéus, lenços etc.
Quem assina a cenografia é Renato Bolelli Rebouças, premiado diretor de arte do Grupo XIX de Teatro. Segundo ele, essa grande árvore que ocupa o centro do palco “representa o ciclo da vida, uma presença natural que envolve e protege o homem. A árvore tudo dá – sombra, alimento, oxigênio, casa, é um símbolo provedor. Ao mesmo tempo, construímos a imagem desse símbolo ancestral com uma base de ferro, que é símbolo da civilização, da indústria. É uma árvore estranha, quase hibridizada, feita em laboratório”.
A base da árvore é feita de objetos reutilizados – caixas, armários, bancos, ralos, pedaços de portas e rodapés. “Os objetos foram encontrados abandonados em caçambas, brechós, lojas de segunda mão e depósitos. São elementos que foram processados, industrializados e depois abandonados. Há aí também uma crítica ao consumo desenfreado. Para quê cortar tanta árvore se pouco tempo depois o objeto feito dela vai ser jogado fora?”, questiona Renato.
A árvore se transforma em cada cena. Barco, fábrica, sala de jantar, elevador, vagão de metrô e tanque de guerra são algumas das facetas que adquire. Milhares de traquitanas também vão compondo a mudança do cenário: objetos acessórios que entram e saem da árvore, como troncos de bambu que são usados como remos ou peças de engrenagens, longas faixas de tecido que ora são trouxas de roupa, ora redes de pesca, ora tendas de uma aldeia.
Renato é responsável também pelo figurino que, acompanhando a proposta do cenário, é composto por peças sobrepostas que se modificam a cada cena. “O espetáculo é um grande percurso que vai narrando histórias, e não há tempos para trocas de roupas. Por isso, optamos por peças que vão se adaptando conforme as cenas. De um bolso sai uma saia plissada, uma peça pode ser uma blusa ou uma saia, se amarrada em partes diferentes do corpo”, conta Renato. As peças são compostas de miscelânea de tecidos – malha, bordados de renda, tules – tingidos artesanalmente em tom de vinho e marrom. Durante as cenas de civilização, o figurino se complementa com alguns objetos acessórios – sapatos de salto alto, chapéus, lenços etc.
O Animal na Sala
Cia Linhas Aéreas comemora 10 anos
com espetáculo O Animal na Sala
sob direção de renata melo
Teatro, dança e circo se fundem para contar a relação do homem com o meio em vários momentos da sua evolução. O centro da cena é uma grande árvore construída com ferro e objetos reutilizados. A cenografia é de Renato Bolelli Rebouças (Grupo XIX). No elenco, Ziza Brisola, Patrícia Rizzi e Natália Presser, ex-integrante do Cirque du Soleil
Em 2009, o grupo de teatro Linha Aéreas completa 10 anos e comemora com um projeto de oito meses de duração, contemplado pelo Programa de Incentivo à Dança Paulista 2008 da Secretaria Estadual de Cultura. O ponto alto é o novo espetáculo da companhia, O Animal na Sala, que estreia dia 21 de novembro, sábado, às 21 horas, no Teatro do Sesc Santana. Além das apresentações no Sesc, a programação inclui, ainda, sessões gratuitas do espetáculo em dezembro, cursos e oficinas e a manutenção de um núcleo de experimentação coreográfica com apresentação gratuita dos resultados obtidos no final do processo.
O Animal na Sala é um espetáculo de dança-teatro que apresenta a evolução humana sob uma leitura crítica e ao mesmo tempo pincelada por ironia e humor. O primitivo e o civilizado, presentes na essência do homem, são contrastados em diversas situações envolvendo poder, cooperação, conquistas e superação.
O Linhas Aéreas faz um percurso por várias etapas da evolução. Em um primeiro momento, retrata os ancestrais símios, o homem primitivo, a caça, agricultura, pesca, rituais. O desenvolvimento da razão – marcado por alusões a O Pensador, de Rodin – faz a transição para a civilização e para a segunda parte do espetáculo. É onde surge o começo da civilização e a faceta urbana do homem, em meio a máquinas, trânsito caótico, guerras, violência, medo, solidão e encarceramento. A trilha, composta por Claudia Dorei, mescla uma base contemporânea a sons “primitivos” - flautas, água, percussão, cantos tribais.
Os intérpretes-criadores da Companhia Linhas Aéreas são Natália Presser, que trabalhou por três anos (entre 2006 e 2009) como trapezista e atriz corporal no Cirque du Soleil, em turnês por Austrália, Japão e Europa, Ziza Brisola, diretora e uma das fundadoras da Companhia, e Patrícia Rizzi. Para o novo espetáculo, o grupo tem como diretora convidada Renata Melo, que tem um reconhecido trabalho em pesquisa de linguagens envolvendo a dança em diferentes contextos, especialmente com o teatro.
A construção do espetáculo foi feita de forma colaborativa entre as intérpretes, a diretora e o dramaturgo Paulo Rogério Lopes, encarregado de construir a dramaturgia para amarrar todas essas idéias. A criação partiu de um extenso levantamento de referências nas artes visuais, na literatura e no cinema. Entre elas, obras do escritor Franz Kafka, do cineasta Jean-Jaques Annaud e do artista mineiro Frederico Câmara.
Sobre o espetáculo, a diretora Renata Melo considera: “O homem constrói suas próprias jaulas, se fez prisioneiro da civilização. Chegamos a um ponto em que não dá pra voltar atrás. E a idéia não é que o primitivo seja melhor. Claro que há uma crítica ao que se diz civilizado, mas a intenção é propor uma reflexão sobre o tema”.
com espetáculo O Animal na Sala
sob direção de renata melo
Teatro, dança e circo se fundem para contar a relação do homem com o meio em vários momentos da sua evolução. O centro da cena é uma grande árvore construída com ferro e objetos reutilizados. A cenografia é de Renato Bolelli Rebouças (Grupo XIX). No elenco, Ziza Brisola, Patrícia Rizzi e Natália Presser, ex-integrante do Cirque du Soleil
Em 2009, o grupo de teatro Linha Aéreas completa 10 anos e comemora com um projeto de oito meses de duração, contemplado pelo Programa de Incentivo à Dança Paulista 2008 da Secretaria Estadual de Cultura. O ponto alto é o novo espetáculo da companhia, O Animal na Sala, que estreia dia 21 de novembro, sábado, às 21 horas, no Teatro do Sesc Santana. Além das apresentações no Sesc, a programação inclui, ainda, sessões gratuitas do espetáculo em dezembro, cursos e oficinas e a manutenção de um núcleo de experimentação coreográfica com apresentação gratuita dos resultados obtidos no final do processo.
O Animal na Sala é um espetáculo de dança-teatro que apresenta a evolução humana sob uma leitura crítica e ao mesmo tempo pincelada por ironia e humor. O primitivo e o civilizado, presentes na essência do homem, são contrastados em diversas situações envolvendo poder, cooperação, conquistas e superação.
O Linhas Aéreas faz um percurso por várias etapas da evolução. Em um primeiro momento, retrata os ancestrais símios, o homem primitivo, a caça, agricultura, pesca, rituais. O desenvolvimento da razão – marcado por alusões a O Pensador, de Rodin – faz a transição para a civilização e para a segunda parte do espetáculo. É onde surge o começo da civilização e a faceta urbana do homem, em meio a máquinas, trânsito caótico, guerras, violência, medo, solidão e encarceramento. A trilha, composta por Claudia Dorei, mescla uma base contemporânea a sons “primitivos” - flautas, água, percussão, cantos tribais.
Os intérpretes-criadores da Companhia Linhas Aéreas são Natália Presser, que trabalhou por três anos (entre 2006 e 2009) como trapezista e atriz corporal no Cirque du Soleil, em turnês por Austrália, Japão e Europa, Ziza Brisola, diretora e uma das fundadoras da Companhia, e Patrícia Rizzi. Para o novo espetáculo, o grupo tem como diretora convidada Renata Melo, que tem um reconhecido trabalho em pesquisa de linguagens envolvendo a dança em diferentes contextos, especialmente com o teatro.
A construção do espetáculo foi feita de forma colaborativa entre as intérpretes, a diretora e o dramaturgo Paulo Rogério Lopes, encarregado de construir a dramaturgia para amarrar todas essas idéias. A criação partiu de um extenso levantamento de referências nas artes visuais, na literatura e no cinema. Entre elas, obras do escritor Franz Kafka, do cineasta Jean-Jaques Annaud e do artista mineiro Frederico Câmara.
Sobre o espetáculo, a diretora Renata Melo considera: “O homem constrói suas próprias jaulas, se fez prisioneiro da civilização. Chegamos a um ponto em que não dá pra voltar atrás. E a idéia não é que o primitivo seja melhor. Claro que há uma crítica ao que se diz civilizado, mas a intenção é propor uma reflexão sobre o tema”.